quarta-feira, 9 de junho de 2010

O raiar do dia

Sempre, ou quase sempre, se dá quando ainda estou dormindo, sonhando geralmente o sonho mais estranho da noite. Escuto talheradas nas louças da cozinha. É o despertar de outros.

O meu despertar começa com uma musiquinha irritante, uns grunidos e, finalmente, com um pulo. O chão frio do banheiro e a festa que o gato deu lá na noite anterior, deixando areia sanitária para toda lado, me força e entrar de fininho, na ponta dos pés.
Olho-me no espelho: meu cabelo está em pé, minha cara, de pamonha amarrada, inchadinha, rosa e cheia de rugas provenientes da fronha. Malditos hormônios, aquela espinha ainda não desapareceu...

A segunda parte do despertar consiste em uma xícara de café, 20mg de floxetina como cloridrato, 180mg de ácido gamalinolênico, um multivitamínico e um pão com manteiga.

Na minha casa, só precisa ter espaço pra namorada, pra mim, pro gato e uma dispensa bem grande pros meus remédios. Fora isso, eu sou normal!

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